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Bem me quer

Um diário aberto

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Três coisas que fiz à minha mãe

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Quando somos crianças adoramos tudo que seja proibido, gostamos de desafiar os nosso pais. Claro que existem crianças mais tímidas, outras mais extrovertidas, mas todas desafiam à sua maneira.

 Eu era uma criança trombuda e com um humor especial. Era uma criança que estava sempre pronta para desafiar os meus pais, ou seja, fazer o que não devia!!
 Era a típica criança que se estivesse em silencio muito tempo é porque estava a fazer alguma coisa que não devia e ia deixar alguém muito chateado (normalmente era a minha mãe. Desculpa mãe).
 Exemplo disso foi uma vez em casa em que estava em silêncio durante muito tempo e supostamente estava no meu quarto a brincar. Realmente estava a brincar, mas não era no meu quarto , nem com brinquedos. Estava a patinar no chão da cozinha. Sim leram bem. A patinar no chão da cozinha. Como? Simples. Deitei o óleo pelo chão da cozinha e depois foi só patinar.
Claro que a minha mãe ia tendo 3 ataques cardíacos. Crianças…

Eu achava um piadão ouvir os seguranças dos centros comerciais a falarem nos microfones, e algumas vezes ouvia a chamarem a mãe de algum menino que por alguma razão perdeu a mãe de vista. O que é que eu pensei ? Também quero que digam o meu nome.
 O centro comercial ainda existe e é super pequeno e na altura no meio do centro havia um parque para as crianças brincarem. A minha mãe estava a beber café e eu sai de fininho e fui a correr para a zona da segurança e disse que me perdi da minha mãe até que finalmente ouvi nos microfones “A mãe da Sara Pereira, favor dirigir-se à segurança”. Claro que a minha mãe ia tendo novamente 3 ataques cardíacos, mas eu adorei.

A minha mãe obrigava-me a comer a sopa, coisa que eu odiava. Chorava baba e ranho, mas nem sempre a vencia com o cansaço. Subtilmente colocava novamente a sopa na panela ou no prato do lado, claro que esse esquema acabou cedo. Deixou de haver a panela da sopa na mesa e para o prato do lado passou a ser impossível.
 Uma bela vez ao almoço a minha mãe disse a típica frase “só sais da mesa quando acabares a sopa.”. Na mesa só havia o meu prato, o meu copo e a colher.
  Andei a engonhar, até que olhei para o lado e vi as três orquídeas da minha mãe. Adivinhem para onde foi a sopa? Sim, foi despejada para as orquídeas.
Resumo deste episodio? A minha mãe ficou sem as suas lindas orquídeas, porque morram e ia tendo novamente 3 ataques cardíacos quando viu um pedaço de batata no meio da terra.
Claro que depois gritou “SARAAAAA ____” e o meu segundo nome que não interessa qual é.

Fiz muitas mais e por isso é que diz que mais de metade dos cabelos brancos que tem é por minha culpa. Mas essas ficam para outro dia.

Desculpa mãe!