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Bem me quer

Um diário aberto

Bem me quer

Um diário aberto

Os irmãos cresceram

 

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Os irmãos cresceram . Deixaram de caber de baixo da minha asa.
Os irmãos crescem. Deixaram de procurar por mim com os olhos no meio da multidão. 
Hoje têm 21 anos, deixaram de caber no colo, deixaram de procurar por mim pela casa para brincarmos juntos. 
Foram os meus primeiros amigos, foram os primeiros por quem tive aquele sentimento de protecção máxima, aquela preocupação constante. Aquele amor que não tem medição possível. 
 Foi com eles que aprendi a partilhar, aprendi a brincar aos teatros e ás escondidas. Foram eles muitas vezes os culpados perante a mãe por partirem uma jarra da sala. 

 “Os irmãos cresceram, mas ficam para a vida toda”

Quem tem irmãos sabe que nem sempre é uma relação pacifica, principalmente quando se entra na adolescência. A frase "Isso é meu, larga" é a frase de ordem nessa altura. Irritam-me na mesma medida que me amam. 

Os segredos, as brincadeiras, as conversas fora de horas e as gargalhadas que enchem a casa, são tal acolhedoras, são tão boas, que muitas vezes a vontade de parar aquele momento fala mais alto e ficamos ali.


“Irritam-me na mesma medida que me amam

Somos três, somos alma. 
Os irmãos cresceram, mas ficam para a vida toda. 
Os irmãos cresceram, mas continuam a procurar por mim no meio da multidão. Porque o abraço da irmã mais velha, é o abraço casa, é a asa que nunca é pequena, nem mesmo nos 21 anos. 
Eles cresceram e já não procuram por mim pela casa para brincar, procuram para estar comigo, rir comigo. Procuram também para a pouca paciência que existe deixar de existir, mas isso também faz parte. 

 


21 anos de idade, mas para mim vão ser sempre uns babys.