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Bem me quer

Um diário aberto

Bem me quer

Um diário aberto

a m i g a s

Existem aqueles dias que a única coisa que precisamos é o colo de uma amiga. Aquelas amigas que tocam na ferida e logo de seguida têm a solução como curativo. Que te ouvem com atenção e dão te um sermão de 5 minutos e no final a frase é sempre a mesma "mato-te se fizeres isso de novo" e o que acontece? muitas vezes fazes novamente e las não te matam. Elas resgatam-te. 

São a terapia que não precisa de palavras, basta lá estarem . Elas mesmo não estando, estão.
Todas elas entraram em momentos diferentes na minha vida. Todas elas têm a sua própria história e todas elas fazem parte da minha. 

Não preciso de estar com elas todos dias, não preciso de falar todos os dias, porque sei que elas estão lá sempre tal como eu estou lá para elas sempre. 
Todas completam-me de alguma forma e esquece-las é impossível. 

Houveram momentos em que o colo delas foi o meu refúgio, o silêncio para me ouvirem foi essencial. As gargalhadas ocuparam a maior parte do tempo, mas a amizade marcou o tempo todo. 

Elas não têm o colo de mãe, não têm o abraço protetor do namorado, nem o poder de uma roupa nova. Mas têm um norte quando estamos sem rumo, um cais para onde podemos voltar sempre e não nos matam das mil vezes que dizem que o fazem. São as únicas que ouvem, apontam o caminho e nunca magoam. 

Elas dão cor, dão vida. Elas arrancam as gargalhadas mais puras e verdadeiras. 
A todas só tenho de dizer um grande obrigada por estarem ao meu lado, por me terem dado a mão. 

São poucas, mas são aquelas que valem muito. 
Elas, elas e elas. 

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